Otorrino infantil em São Paulo, do bebê ao adolescente
Sou a Dra. Milene Bissoli, otorrinolaringologista (CRM-SP 125007, RQE 57203). Como otorrino infantil, atendo bebês, crianças e adolescentes em Perdizes e em Higienópolis, em São Paulo, só no particular. Os motivos mais comuns para procurar um otorrino para crianças são otite que volta, ronco, respiração pela boca (respiração bucal), amígdalas e adenoide aumentadas, rinite e a suspeita de que a criança não ouve bem ou está demorando para falar.
Como é a consulta de otorrino para crianças
Começo ouvindo a família: desde quando os sintomas aparecem, como a criança dorme, como está na escola, que remédios já usou. Muitas vezes o diagnóstico sai de um detalhe da rotina contado pelos pais.Depois examino ouvido, nariz e garganta. Quando preciso ver a adenoide ou o fundo do nariz, faço a nasofibroscopia na própria consulta, com uma câmera fina. Os exames de audição e de equilíbrio (audiometria, timpanometria, emissões otoacústicas, BERA e exame vestibular) eu peço, e eles são feitos por uma fonoaudióloga, fora do consultório. Quando o caso pede, encaminho para fonoaudiólogo, alergista ou psicólogo.
Entre os problemas que investigo:
- Otites e otites de repetição, incluindo o líquido que fica no ouvido depois delas (otite média com efusão)
- Aumento da adenoide, a “carne esponjosa” do fundo do nariz, e das amígdalas
- Ronco, respiração bucal e apneia obstrutiva do sono
- Rinite alérgica e sinusite
- Perda auditiva (condutiva ou neurossensorial) e atraso de fala
- Alterações do equilíbrio (disfunção vestibular)
Quando levar seu filho ao otorrino infantil
Bebês (até 1 ano)
- Não se assusta com barulho forte. A partir dos 6 meses, não vira a cabeça para procurar a sua voz.
- Não passou no teste da orelhinha.
- Ronca alto ou faz barulho para respirar há semanas, mamando ou dormindo.
De 1 a 5 anos
- Fala pouco para a idade ou, aos 4 anos, quem não convive com ela ainda não entende o que ela diz.
- Aumenta o volume da TV ou não atende quando é chamada.
- Ronca quase toda noite, dorme de boca aberta, para de respirar ou engasga dormindo.
- Tem muitas otites ou amigdalites no mesmo ano.
- Come muito devagar, engasga ou prefere comida mole.
Escolares e adolescentes
- Pede para repetir com frequência ou precisa sentar perto da professora para ouvir.
- Ronca e acorda cansada, tem sono durante o dia ou dificuldade de concentração.
- Fica com o nariz entupido quase o ano todo.
- Tem tonturas que se repetem, cai com frequência ou perdeu um equilíbrio que antes tinha.
- Enjoa com frequência em viagens de carro ou em brinquedos de parque, ou tem medo de altura e insegurança em atividades físicas.
- Fica rouca por semanas.
Quando ir direto ao pronto-socorro
- Bebê com menos de 3 meses e febre de 38 °C ou mais.
- Respiração difícil que começou de repente ou veio com febre: barulho alto ao puxar o ar, costelas afundando, lábios arroxeados.
- Dor de garganta com baba porque não consegue engolir, voz abafada ou dificuldade para abrir a boca.
- Inchaço, vermelhidão ou dor atrás da orelha, ou orelha empurrada para a frente.
- Inchaço ou vermelhidão em volta do olho, junto com nariz entupido ou sinusite.
- Um lado do rosto parado: a boca entorta ou o olho não fecha.
- Colocou bateria de botão (de relógio, controle ou brinquedo) ou ímã no nariz, no ouvido ou na boca, ou engoliu um deles.
Problemas de ouvido, nariz e garganta afetam o desempenho escolar?
Podem afetar. Quando a criança vai mal na escola, muita família lembra de checar a visão. Audição, sono e equilíbrio merecem a mesma atenção, e essa avaliação é do otorrino infantil.Mesmo uma perda auditiva leve pode atrapalhar o desempenho na escola. O líquido que fica no ouvido depois de um resfriado ou de uma otite (a otite média com efusão) costuma causar uma perda leve. Na maioria das crianças, ele some sozinho em até 3 meses. Se dura mais que isso, peço um exame de audição. Se a criança já tem atraso de fala ou dificuldade para ouvir, peço o exame antes, sem esperar os 3 meses. Se a perda se confirma, ela pode atrapalhar a compreensão da fala em sala de aula e a alfabetização.
A criança que ronca e dorme mal acorda cansada. O sono interrompido pode afetar o comportamento, a atenção e, nos casos mais graves de apneia, o crescimento.
Alterações do equilíbrio também podem passar despercebidas na escola. Em vez de serem encaminhadas para uma avaliação otorrinolaringológica, essas crianças muitas vezes são vistas apenas como “distraídas” ou “agitadas”.
Os professores costumam ser os primeiros a notar a criança que pede para repetir as instruções, que se distrai em sala ou que fala com a voz alterada. Se a escola comentou algo assim, traga essa observação para a consulta.
Atendimento de adolescentes
Na adolescência aparecem outras queixas: ronco que persiste, sinusites de repetição, dor de garganta crônica, rouquidão e alergias respiratórias sem controle. Com o adolescente, converso direto com ele, examino e explico o que encontrei e quais são as opções.Fone de ouvido em volume alto, por muitas horas, pode causar perda auditiva que se acumula com os anos e não volta. Um sinal prático: se outra pessoa consegue ouvir a música do fone ao lado, está alto demais. Rouquidão que dura mais de 4 semanas merece exame da laringe.









