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Por Dra. Milene Massucci Bissoli — CRM 125007 SP | RQE 57203
Otorrinolaringologista | Otorrinopediatria e Foniatria


Tontura repentina: o que pode ser, o que fazer e quando se preocupar. Tontura repentina é daqueles sintomas que param a vida no meio. Você está trabalhando, dirigindo, levantando da cama — e de repente o mundo gira, as pernas amolecem, o chão some. É assustador. E a primeira coisa que passa pela cabeça costuma ser a pior: “será que é algo grave?”. Recebo pacientes no consultório toda semana com essa pergunta nos olhos, e sei que o medo que acompanha a tontura às vezes é pior do que a tontura em si.

Escrevi este texto para fazer com você o que costumo fazer com quem senta na minha frente: explicar com calma o que pode estar acontecendo, separar o que é urgente do que não é, e mostrar que na grande maioria dos casos existe tratamento — e bom. Meu objetivo é que você termine de ler sabendo o que fazer se a tontura voltar, e sabendo quando pode respirar com mais tranquilidade.

Por que a tontura aparece do nada

O equilíbrio depende de três sistemas trabalhando juntos: o labirinto (dentro do ouvido interno), a visão e os receptores de posição nas articulações e músculos. O cérebro integra essas informações em tempo real. Quando qualquer um desses sistemas falha, ou quando o cérebro não consegue integrá-los, o resultado é tontura.

A sensação de que “apareceu do nada” acontece porque a maioria das causas vestibulares começa de forma abrupta. Na VPPB, um cristal se desloca dentro do labirinto e a vertigem explode em segundos. Na neurite vestibular, o nervo inflama de um dia para o outro e o paciente acorda com o quarto rodando. Não é que o corpo não dava sinais; é que o mecanismo da tontura é, por natureza, súbito.




Segundo a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, a tontura atinge até 30% da população mundial em algum momento da vida — é a segunda queixa mais frequente na medicina. Se você está passando por isso, não está sozinho.

Tontura repentina: o que pode ser?

Essa é, de longe, a pergunta que mais ouço no consultório. E a resposta curta é: depende de como a tontura se comporta. Se o mundo gira quando você muda de posição — deita, levanta, vira na cama — a causa mais provável é a VPPB. Se a tontura é contínua, intensa, veio de uma vez e não passa, pode ser neurite vestibular. Se vem em crises com dor de cabeça, sensibilidade à luz ou ao som, penso em enxaqueca vestibular. E se veio acompanhada de dificuldade para falar, fraqueza de um lado do corpo ou visão dupla, é urgência neurológica.

Uma revisão publicada no Medical Clinics of North America em 2025 propõe uma abordagem que eu uso no consultório: classificar a tontura pelo tempo (contínua ou em episódios) e pelos gatilhos (espontânea ou provocada por posição). Essa combinação já direciona o raciocínio clínico antes de qualquer exame complementar.

As causas mais comuns — e a que todo mundo confunde

Vou explicar as três condições que respondem pela maioria das tonturas que chegam ao meu consultório. São situações tratáveis e com bom prognóstico, mas que assustam muito justamente por serem repentinas.

VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna) — a campeã. Dentro do labirinto existem pequenos cristais de carbonato de cálcio (os otólitos) que ajudam o cérebro a perceber a gravidade. Quando esses cristais se soltam e caem dentro dos canais semicirculares, qualquer movimento da cabeça provoca uma vertigem intensa e breve — dura segundos a um minuto, mas parece durar uma eternidade. Levantar da cama de manhã, olhar para cima para pegar algo na prateleira, virar de lado à noite. O paciente aprende rápido quais movimentos disparam a crise e começa a evitá-los — o que é compreensível, mas não é solução.

Neurite vestibular — a mais assustadora. Uma inflamação do nervo vestibular, geralmente pós-viral, que causa vertigem contínua e intensa por dias. O paciente não consegue levantar, tem náusea, vômitos. Muitos vão ao pronto-socorro achando que estão tendo um AVC. Melhora gradualmente, mas a recuperação completa pode levar semanas — e a reabilitação vestibular faz diferença enorme.

Enxaqueca vestibular — a subestimada. Nem toda enxaqueca vem com dor de cabeça. A enxaqueca vestibular causa crises de tontura de minutos a horas, às vezes com sensibilidade a luz e náusea — mas sem dor de cabeça nenhuma. Muitos pacientes passam anos tratando “labirintite” quando na verdade têm enxaqueca vestibular. Identificar corretamente muda tudo.

Labirintite causa tontura?

Vou ser direta: a labirintite verdadeira — inflamação do labirinto por infecção — é rara. Estima-se que represente cerca de 0,5% de todos os casos de tontura. O que acontece é que a palavra “labirintite” virou sinônimo popular de qualquer tontura, e isso cria um problema real. Quando o paciente chega dizendo “tenho labirintite”, na maioria das vezes o que ele tem é VPPB, neurite vestibular ou enxaqueca vestibular — condições com tratamentos completamente diferentes.


otorrino auxiliando paciente com tontura repentina

No consultório, costumo explicar isso com cuidado, porque sei que muitas pessoas já foram diagnosticadas com labirintite em algum pronto-socorro, receberam medicação para enjoo e foram para casa. Não é que o atendimento tenha sido ruim — é que na urgência nem sempre há tempo para o exame otoneurológico completo que diferencia uma causa da outra. E aí o rótulo “labirintite” fica, a medicação para enjoo vira muleta, e a causa real não é tratada.

Quando a tontura não vem do labirinto

Nem toda tontura é do ouvido. Essa informação pode parecer estranha vindo de uma otorrinolaringologista, mas é precisamente por isso que preciso dizê-la — porque quando a causa não é labiríntica, o tratamento é outro, e insistir na hipótese errada só prolonga o sofrimento. Causas não-labirínticas que vejo com frequência:

  • Hipotensão postural — a pressão cai ao levantar rápido, o cérebro recebe menos sangue por alguns segundos e vem aquela tontura com escurecimento da visão. Muito comum em idosos, em quem toma anti-hipertensivos e em dias quentes com pouca hidratação
  • Hipoglicemia — tontura com fraqueza, tremor, suor frio. Acontece quando o intervalo entre refeições é longo demais ou quando há descompensação do diabetes
  • Ansiedade e síndrome do pânico — a tontura pode ser o sintoma principal. O paciente sente que o chão balança, que vai desmaiar, que está “fora do corpo”. É real, não é frescura, e precisa de tratamento — geralmente em parceria com psiquiatra ou psicólogo
  • Medicamentos — anti-hipertensivos, antidepressivos, ansiolíticos, anticonvulsivantes. Alguns causam tontura como efeito colateral, especialmente em idosos que usam vários medicamentos simultaneamente
  • Causas cardiovasculares — arritmias, estenose da artéria carótida, insuficiência vertebrobasilar. Menos comuns, mas importantes de descartar quando a tontura vem com palpitações, dor no peito ou falta de ar

Por isso eu sempre digo: a investigação da tontura não é só ouvido. É um raciocínio clínico que passa pelo ouvido, pelo cérebro, pelo coração, pela pressão arterial, pelos medicamentos e pelo estado emocional. Quando o paciente chega contando que já foi a três médicos e ninguém resolveu, frequentemente o que faltou não foi competência — faltou essa visão integrada.

Tontura pode ser AVC?

Pode, e é importante que as pessoas saibam disso — sem pânico, mas com atenção. A tontura isolada, sem nenhum outro sintoma neurológico, é muito raramente AVC. Mas quando ela vem acompanhada de sinais como dificuldade para falar, visão dupla, fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para caminhar ou dor de cabeça intensa e súbita, a combinação exige avaliação de emergência.

A revisão de Herdman, publicada no Journal of Laryngology & Otology em 2024, destacou que o exame clínico otoneurológico — especialmente o protocolo HINTS (Head Impulse, Nystagmus, Test of Skew) — é mais sensível que a ressonância magnética nas primeiras 48 horas para diferenciar uma tontura periférica de um AVC de fossa posterior. Isso reforça por que a avaliação presencial com o especialista é insubstituível: nenhum exame de imagem substitui um bom exame clínico nas primeiras horas.

O que fazer na hora da crise de tontura

Quando a tontura bate, o corpo entra em modo de sobrevivência: o coração acelera, a náusea vem, a ansiedade dispara. É um momento em que saber o que fazer faz diferença real. O passo a passo que costumo orientar meus pacientes:

  1. Pare o que está fazendo e sente-se ou deite-se — a prioridade é não cair. Se estiver dirigindo, encoste o carro. Se estiver em pé, sente ou deite
  2. Fixe o olhar em um ponto parado — pode ser o canto de uma parede, uma mancha no teto, qualquer coisa imóvel. Isso ajuda o cérebro a recalibrar a informação visual e reduz a sensação de giro
  3. Evite movimentos bruscos de cabeça — cada movimento pode intensificar a vertigem, especialmente se for VPPB
  4. Respire devagar — inspiração lenta pelo nariz, expiração pela boca. Não é misticismo: a respiração lenta ativa o sistema parassimpático e reduz a náusea reflexa
  5. Hidrate-se — beba água em goles pequenos. Se a causa for hipotensão ou desidratação, isso ajuda diretamente. Se não for, pelo menos não atrapalha
  6. Se a náusea for intensa, deite de lado — posição de segurança, caso haja vômito

O que eu peço que meus pacientes não façam: não fechar os olhos por muito tempo (parece ajudar mas piora a desorientação), não tentar “vencer” a tontura andando (o risco de queda é real) e não tomar medicação para vertigem sem orientação — especialmente a flunarizina, que vejo pacientes usando cronicamente sem indicação.

Como aliviar tontura em casa?

A crise em si passa — pode demorar segundos (VPPB) ou dias (neurite), mas passa. O que você pode fazer em casa é tornar esse período mais tolerável: manter-se em ambiente calmo, com pouca luz e pouco estímulo visual (evitar tela de celular durante a crise), deitar com a cabeceira levemente elevada, manter refeições leves e frequentes, e beber bastante líquido. Se tiver um medicamento prescrito pelo seu médico para crises, use-o conforme orientado.

Mas quero ser clara: aliviar a crise não é o mesmo que tratar a causa. Se a tontura se repete, investigar é obrigatório. A cada crise não investigada, o medo cresce, a limitação aumenta — já tive pacientes que pararam de dirigir, que não deitavam mais do lado direito, que evitavam sair de casa. Isso não precisa acontecer.

Quando a tontura é urgência

A maioria das tonturas não é emergência. Mas existem situações que exigem pronto-socorro, e eu preciso que você saiba reconhecê-las:

  • 1. Tontura com dificuldade para falar ou engolir
  • 2. Tontura com visão dupla
  • 3. Tontura com fraqueza ou dormência em um lado do corpo
  • 4. Tontura com dor de cabeça intensa e súbita — diferente das dores de cabeça habituais
  • 5. Tontura com perda de consciência
  • 6. Tontura com dor no peito, falta de ar ou palpitações
  • 7. Tontura com febre alta e rigidez de nuca
  • 8. Incapacidade de caminhar — a pessoa não consegue dar passos mesmo apoiada

Esses sinais podem indicar AVC, arritmia cardíaca, meningite ou outras condições que precisam de avaliação imediata. Se você estiver em dúvida, vá. É sempre mais seguro ir ao pronto-socorro e ouvir que está tudo bem do que esperar em casa enquanto algo grave evolui.

Para tudo o que não se encaixa nesses critérios — tontura que veio e passou, tontura posicional que se repete, tontura crônica que incomoda mas não incapacita — o caminho é a consulta com otorrino, com calma, para investigar direito.

Como o otorrino investiga a tontura

Muitos pacientes chegam ao consultório dizendo que já fizeram “todos os exames” e ninguém achou nada. Quando pergunto quais exames, a resposta costuma ser: ressonância da cabeça e exame de sangue. Esses exames são importantes, mas não investigam o labirinto. É como procurar um problema no motor do carro olhando só a lataria.

A investigação otoneurológica que faço no consultório envolve:

Exame clínico do equilíbrio: começo observando como o paciente anda, como se mantém em pé com os olhos fechados, como reage a movimentos de cabeça. Costumo explicar o que estou testando a cada etapa — percebo que quando a pessoa entende o que está acontecendo, a ansiedade diminui.

Manobra de Dix-Hallpike: confirma ou descarta a VPPB. Deito o paciente de forma específica e observo se aparece nistagmo (movimento involuntário dos olhos). Quando é positivo, o diagnóstico está feito — e o tratamento pode ser realizado na sequência, na mesma consulta.

Videonistagmografia: registra os movimentos dos olhos em diferentes situações — cabeça parada, em movimento, mudança de posição, estímulo calórico. Permite avaliar cada labirinto separadamente e quantificar o comprometimento.

Conforme o caso, peço audiometria (equilíbrio e audição podem estar relacionados), exames de sangue direcionados (glicemia, tireoide, vitamina B12) e, quando necessário, ressonância magnética para descartar causas centrais.

Existe cura para tontura?

Essa pergunta carrega esperança e dúvida na mesma frase — e eu gosto de respondê-la com dados. A VPPB, que é a causa mais comum de tontura, tem cura. A manobra de Epley — um procedimento feito no consultório, sem anestesia, que leva menos de cinco minutos — reposiciona os cristais deslocados no labirinto. A síntese de evidências publicada no Academic Emergency Medicine em 2023, analisando 312 pacientes em ensaios clínicos randomizados, mostrou que a manobra resolve a vertigem em uma semana com número necessário para tratar de apenas 3 — o que em medicina é um resultado excelente.

A neurite vestibular não reverte o dano ao nervo, mas o cérebro compensa. A reabilitação vestibular acelera essa compensação, e a maioria dos pacientes volta à vida normal em semanas. A enxaqueca vestibular é controlável com medicação preventiva. Outras causas — hipotensão, medicamentos, ansiedade — são tratáveis ao se corrigir o fator desencadeante.

Tontura não é algo com que você precisa aprender a conviver. É algo que precisa ser investigado e tratado.

Tratamento: o que funciona de verdade

O tratamento da tontura depende inteiramente da causa — e é por isso que o diagnóstico correto importa tanto. Não existe “remédio para labirintite” que sirva para toda tontura. Existe o tratamento certo para cada condição.

Causa Tratamento principal O que esperar
VPPB Manobra de Epley (reposicionamento) Resolução em 1–2 sessões na maioria dos casos
Neurite vestibular Corticoide na fase aguda + reabilitação vestibular Melhora gradual em semanas; compensação completa em meses
Enxaqueca vestibular Medicação preventiva + manejo de gatilhos Redução significativa das crises com tratamento contínuo
Doença de Ménière Restrição de sal + diurético + acompanhamento Controle das crises; monitoramento auditivo
Hipotensão postural Ajuste de medicação + hidratação + levantar devagar Melhora rápida com medidas simples
Ansiedade/pânico Psicoterapia + medicação quando indicada Melhora progressiva; pode coexistir com causa vestibular

Uma coisa que faço questão de discutir com meus pacientes: o uso crônico de medicações como cinarizina e flunarizina. São drogas prescritas com frequência para “labirintite”, mas que não tratam a causa da tontura e, usadas por tempo prolongado, podem causar efeitos colaterais importantes — incluindo depressão, ganho de peso e parkinsonismo. Quando recebo um paciente que toma esses medicamentos há meses ou anos sem melhora, o primeiro passo costuma ser revisar se eles ainda fazem sentido.

Labirintite pode matar?

Essa pergunta aparece nos consultórios com mais frequência do que se imagina — e merece uma resposta franca. Não, a labirintite não mata. Nenhuma das causas labirínticas de tontura oferece risco de vida em si. O que pode ser perigoso são duas situações: confundir uma tontura de origem central (AVC) com labirintite e não procurar atendimento a tempo, ou sofrer uma queda durante uma crise de tontura. Em idosos, as quedas relacionadas à tontura são uma das principais causas de fratura de fêmur e traumatismo craniano.

É por isso que eu insisto na investigação adequada. Não é paranoia — é cuidado. Quando identificamos a causa, tratamos. Quando tratamos, o risco de queda diminui. E quando o paciente entende o que tem, o medo para de controlar a vida dele.

Prevenção e hábitos que protegem

Não existe vacina contra tontura, mas existem hábitos que reduzem significativamente o risco de crises — especialmente para quem já teve episódios:

  • 1. Hidratação constante — o labirinto é sensível à desidratação. Beba água ao longo do dia, não só quando sentir sede. Em dias quentes ou durante atividade física, aumente a ingestão
  • 2. Alimentação regular — intervalos longos sem comer causam hipoglicemia e tontura. Coma a cada 3–4 horas, dando preferência a refeições leves e com pouco açúcar refinado
  • 3. Sono de qualidade — a privação de sono é gatilho tanto para enxaqueca vestibular quanto para crises de ansiedade que mimetizam tontura. Busque 7–8 horas por noite, com horários regulares
  • 4. Moderar cafeína e álcool — café em excesso e álcool podem piorar o funcionamento do labirinto e disparar crises em pessoas suscetíveis
  • 5. Controlar sal — especialmente relevante para doença de Ménière, mas útil como regra geral para saúde do ouvido interno
  • 6. Atividade física regular — melhora a circulação, fortalece o sistema proprioceptivo e ajuda na compensação vestibular. Caminhada, pilates, tai chi são particularmente úteis
  • 7. Revisar medicamentos com o médico — se você usa vários medicamentos (especialmente anti-hipertensivos, antidepressivos, ansiolíticos), converse com o médico sobre possíveis interações que causem tontura

como prevenir a tontura

Costumo dizer aos meus pacientes que a prevenção da tontura é, em grande parte, a prevenção de outras doenças — cuidar da pressão, do diabetes, da ansiedade, do sono. O labirinto não vive isolado. Ele sente tudo que o corpo sente.

Qual médico procurar para tontura?

O otorrinolaringologista é o especialista de primeira linha para investigar tontura, porque a maioria das causas está no labirinto — que é literalmente uma estrutura do ouvido interno. Nós fazemos o exame otoneurológico, as manobras diagnósticas, a videonistagmografia, e — quando a causa é VPPB — o tratamento pode acontecer na mesma consulta.

Quando a investigação aponta para causas não-labirínticas, trabalho em conjunto com neurologistas (para enxaqueca vestibular, suspeita de causa central), cardiologistas (para arritmias, hipotensão) e, quando necessário, psiquiatras (para transtorno de ansiedade associado). A tontura frequentemente precisa dessa abordagem multidisciplinar — e o otorrino costuma ser o fio condutor.

Se você convive com tontura repentina que se repete, ou com uma tontura que não passou mesmo depois de medicação, minha recomendação é agendar uma avaliação otoneurológica. Sair do consultório com um diagnóstico já é o início da melhora — porque saber o que se tem é o primeiro passo para parar de ter medo.

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Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a consulta médica presencial. Cada paciente deve ser avaliado individualmente.

Dra. Milene Massucci Bissoli
Otorrinolaringologista — CRM 125007 SP | RQE 57203
Especialização, Doutorado e Foniatria pela USP. Estágio no Massachusetts Eye and Ear Hospital (Harvard). Pesquisadora na University of Sheffield. Membro da ABORL-CCF e da Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica.
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Fontes

  1. Bery AK, Hale DE, Newman-Toker DE, Saber Tehrani AS. Evaluation of Acute Dizziness and Vertigo. Med Clin North Am. 2025;109(2):373-388. PubMed 39893018
  2. Herdman D. Advances in the diagnosis and management of acute vertigo. J Laryngol Otol. 2024;138(S2):S8-S13. PubMed 38779893
  3. Khoujah D, Naples JG, Oliveira J E Silva LO, et al. Epley maneuver for benign paroxysmal positional vertigo: Evidence synthesis for GRACE guidelines. Acad Emerg Med. 2023. PubMed 37186435
  4. Biblioteca Virtual em Saúde — Ministério da Saúde. 22/4 — Dia Nacional da Tontura. bvsms.saude.gov.br
Milene Bissoli
OTORRINO PARTICULAR
Dra. Milene
Bissoli
 
Otorrino particular em São Paulo com atendimento personalizado, em moderna clínica no bairro de Perdizes e Higienópolis.
  • Graduação, Especialização e Doutorado em Otorrinolaringologia pela USP
  • Membro da Academia Brasileira de Otorrino Pediátrica
  • Pesquisadora do “Centre for Stem Cell Biology” da Universidade de Sheffield, Reino Unido
  • Estágio no "Eye and Ear Hospital", Boston, EUA
  • Albert Einstein
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